Naturistas em defesa da Democracia
Dia Mundial do Naturismo
A Federação Naturista A Federação Naturista Internacional (INF-FNI) estabeleceu as datas comemorativas do Dia Mundial do Naturismo, o 1º sábado de julho para o hemisfério norte e o 1º sábado de dezembro sul.
São duas datas diferentes para respeitar as condições climáticas mais favoráveis para as diferentes regiões do globo.
Ambas as datas representam o fim da Primavera e início do Verão.
No ano de 2022no Brasil comemoramos Dia Mundial do Naturismo no 3 de dezembro.
Dia 21 de fevereiro, data de nascimento de Luz Del Fuego, Dorinha para os íntimos, é considerado o "Dia do Naturismo" no no Brasil.
Lançamos seguinte desafio: Aproveite o momento para divulgar o naturismo nas nossas redes sociais!
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Como o naturista vota?
Nós naturistas precisamos ampliar nossos espaços de fala, com ações coletivas em prol da causa que se propõe ser uma filosofia,na qual acreditamos que há benefícios em estarmos e vivermos nus.
As práticas do naturismo abrangem o cuidado com a natureza e o meio-ambiente, a atividade física, a busca de alimentação saudável e uma vida mais simples
A nossa missão como movimento é mostrar que não há nada de errado com a nudez. E, para tanto, há a necessidade de promovermos o debate para expor as questões ligadas ao naturismo do ponto de vista legal, religioso e moral. Assim, para as pessoas poderem tirar suas dúvidas e aceitarem aqueles que querem estar e viver nus, é preciso antes promovermos ações com o objetivo de conscientizá-las do direito ao respeito com os naturistas. Uma vez que a nudez é um direito natural e o direito natural antecede o direito legal.
Este debate se faz na “ágora” do espaço político, pois lá é que se fazem as leis e os códigos de condutas. Sendo assim, não podemos renunciar a nenhuma das estratégias e isso inclui apoiar pessoas em pontos chaves que podem facilitar a melhor inserção, divulgação e popularização do nosso movimento na sociedade e que possam, dessa forma, contribuir para aumentar a nossa influência quanto movimento que somos.
Nos grupos naturistas quase sempre nos é solicitado a não expor preferências políticas, religiosas, futebolísticas etc. Isso porque se teme que estes assuntos tragam a cizânia e o movimento naturista, que já é composto de poucas pessoas, não seja capaz de suportar múltiplas divisões.
Contudo, nos momentos de eleições, devemos ter em mente uma outra lógica que possa compreender que tudo é político e não é possível apartar a política das nossas vidas, organizações, tribos e comunidades. E que, como movimento que pretende conquistar direitos de ser, existir e crescer, temos a obrigação de usarmos o voto como ferramenta de transformação na busca desses ideais. Para tanto, é preciso que os naturistas, principalmente em seus domicílios eleitorais, e em quaisquer outros que possam influenciar, busquem apoiar candidatos naturistas ou mesmo simpatizantes, independente de partidos políticos, que se comprometam a apoiar, ou mesmo não atrapalhar, as nossas reivindicações naturistas.
O naturismo não se identifica com os políticos ou com os interesses dos partidos, pois sabemos que é impossível colocar os naturistas de vários matizes ideológicos no mesmo balaio. Ainda, devido a este fato, é quase impossível para o movimento constituir candidaturas coletivas de naturistas ou simpatizantes. Contudo, uma formação de consenso mínimo se faz necessária.
Ao votar, o naturista deve, entre outras coisas, escolher candidatos que não atrapalhem ou que não sejam contrários ao movimento naturista, além, é claro, de verificar a trajetória pessoal dos candidatos, se eles mostram-se comprometidos com a promoção de uma ecologia integral, com o bem comum, com prioridades no campo da saúde, da educação, da segurança, do transporte e do direito à alimentação, todos estes direitos já consagrados na nossa constituição, mas que precisam de uma forcinha para se concretizar. Além disso, é preciso observar se os candidatos estão comprometidos com a redução de todas as formas de violência.
É fundamental também acompanharmos o compromisso dos candidatos eleitos com o movimento naturista ao longo de todo o seu mandato; Pedimos a todos os naturistas que estão a disputar as eleições como candidatos que nos avisem para que possamos votar mais conscientes nessas eleições que se aproximam.
E, para concluir, lembramos que a participação política vai muito além do voto no dia da eleição, a democracia tem qualidade, na medida que o cidadão está inserido nos processos de formulação, decisão, implementação e controle dos recursos públicos através dos Conselhos Municipais (Estaduais e Federais).
Descubra quais os Conselhos na sua cidades que você pode participar e influenciar as políticas públicas.
A transparência do uso do recurso público e o básico de uso estado democrático democrático, pois permite acompanharmos as decisões públicas que têm impacto direto na vida do cidadão e consequentemente a participação popular efetiva na administração pública.
Ubiratan Fazendeiro
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Neste primeiro domingo de outubro o Brasil foi às urnas escolher seus novos dirigentes. Foram eleitos presidente, governadores, senadores, deputados federais, e deputados estaduais. Para nós, Naturistas, são estas três últimas classes de políticos as que realmente importam. Pois são eles que idealizam novas leis, as debatem e as aprovam ou não. São para eles principalmente que deveríamos ter dirigido nossas atenções e esperanças para termos, em todos os níveis federativos, leis que possam ajudar o Naturismo se desenvolver de forma segura e eficiente. Porém os resultados são preocupantes, pois, em todo o Brasil, políticos com viés conservador foram eleitos e podem (não necessariamente, é claro), atrapalhar nosso sonho de termos um Naturismo reconhecido e regulamentado.
Estamos em momento crítico há mais de três anos, com o projeto de Lei, que regulamenta o Naturismo no Brasil parado no Senado Federal sem qualquer aparência que vai se movimentar. Com a nova composição do senado, a tendência e de ser mais conservador ainda. Nosso sonho de termos uma Lei federal para o Naturismo aparentemente fica ainda mais distante. Não é à toa que temos um projeto de lei da Câmara de Vereadores do município de Balneário Camboriú que pretende proibir a prática do Naturismo na praia do Pinho. É um exemplo do que pode acontecer com o Naturismo em todo o país. Lastimável.
Na verdade, no campo federal, falta muito pouco para o projeto de Lei 7204/2017 entrar em plenário para ser votado, mas está nesta situação há três anos (!). Corre-se o risco de acontecer com este projeto o mesmo que aconteceu com outro de autoria do então deputado federal Fernando Gabeira, que exatamente como desta vez, após de ter sido aprovado na Câmara dos Deputados, parou no Senado, não foi votado e foi simplesmente arquivado, sem qualquer apreciação. Mas, "bola prá frente".
Estamos em momento crítico há mais de três anos, com o projeto de Lei, que regulamenta o Naturismo no Brasil parado no Senado Federal sem qualquer aparência que vai se movimentar. Com a nova composição do senado, a tendência e de ser mais conservador ainda. Nosso sonho de termos uma Lei federal para o Naturismo aparentemente fica ainda mais distante. Não é à toa que temos um projeto de lei da Câmara de Vereadores do município de Balneário Camboriú que pretende proibir a prática do Naturismo na praia do Pinho. É um exemplo do que pode acontecer com o Naturismo em todo o país. Lastimável.
Na verdade, no campo federal, falta muito pouco para o projeto de Lei 7204/2017 entrar em plenário para ser votado, mas está nesta situação há três anos (!). Corre-se o risco de acontecer com este projeto o mesmo que aconteceu com outro de autoria do então deputado federal Fernando Gabeira, que exatamente como desta vez, após de ter sido aprovado na Câmara dos Deputados, parou no Senado, não foi votado e foi simplesmente arquivado, sem qualquer apreciação. Mas, "bola prá frente".
Pedro Ribeiro
Naturistas e a defesa dos direitos indígenas
A International Naturist Federation (INF-FNI) diz que o movimento naturista deve valorizar os recursos naturais, pois preconiza um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver, defendendo a vida ao ar livre e utilizando os recursos naturais de forma racional e/ou limitada.
Diz ainda que os valores do naturismo são a igualdade, o amor ao próximo, a eliminação de preconceitos e discriminações, proporcionados pela nudez social.
Ao parar para pensar no ideário de vida pregado por nós naturistas, não precisará de fração de segundo para notar que, a ideia de vida ideal se baseia na vida dos povos indígenas, logo, como naturistas não podemos ficar apáticos à causa da defesa dos direitos indígenas.
Os indígenas, tanto no aspecto do meio de vida ecologicamente correto, quanto na sua atitude natural perante a nudez, usando roupa ou não, no seu dia a dia, respeitam a natureza e usufruírem da qualidade de vida que esta lhes proporciona, servindo de referência de harmonia com a natureza para nós naturistas, que reivindicamos que esses costumes perpetuem e que sejam cada vez mais comuns.
Os indígenas brasileiros em 1500, ano de descobrimento do Brasil, eram 3 milhões. Desde a conquista até os anos 1970 as populações indígenas foram dizimadas e muitas etnias se extinguiram. Após a criação da FUNAI, tiveram sensível crescimento populacional, hoje são cerca de 800 mil, apenas 0,6% da população brasileira e estão divididos em 225 grupos espalhados em todo território brasileiro.
Além de serem os proprietários originais da terra, cumprem funções-chave para preservar a natureza, Por um lado, conservam a integridade das terras em que vivem e tentam frequentemente evitar que entrem madeireiros, garimpeiros, grileiros, como sabemos são a maior ameaça às espécies e a deterioração de seu meio ambiente.
Basta olhar um mapa para ver que as áreas onde vivem os indígenas sofrem menos desmatamento que as demais. No ano de 2020, o desmatamento atingiu 11.088 quilômetros quadrados. Para maior entendimento é sempre bom colocar na dimensão humana, isto é duas vezes a grande São Paulo desmatada nos três últimos anos.
Por conhecerem tão intimamente as florestas, os indígenas têm uma percepção muito antecipada, das mudanças ambientais. Sabem como lidar com isso. Por exemplo, param de caçar em uma área durante algum tempos assim aliviam o impacto dos recurso naturais. Os indígenas são parte essencial dos alertas rápidos e da prevenção. A maioria vivem nas mesmas terras há 10.000 anos.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) lembra que a extinção e assimilação dos indígenas era considerada contingência histórica, algo inevitável, esta abordagem mudou nas últimas décadas, quando os povos indígenas começaram a ser oficialmente protegidos. Mas hoje a ameaça vem do topo do poder político.
O governo combate a existência de terras indígenas, a defesa do meio ambiente, abandonou o Acordo de Paris de ações contra a mudança climática, tomou uma série de decisões de reorganização ministerial e nomeações, que causam profunda preocupação aos indígenas e ambientalistas.
Hoje o desmantelamento está sendo promovido não só pela legislação, como também pelas mudanças estruturais (administrativas) que deveriam garantir a preservação do meio ambiente e dos povos indígenas, através mudanças nos orçamentos, desautorização de operações de combate do desmatamento. Um dos primeiros decretos do atual governo foi retirar da Funai a competência para demarcar as terras indígenas, transferindo-a para o Ministério da Agricultura, que sempre esteve na órbita da indústria agropecuária, mas agora é comandado por uma representante desse setor.
As medidas foram tomadas que dificultam a demarcação de terras, incentivam atividades de garimpo e invasão de propriedades indígenas.
Em março de 2021 STF (Supremo Tribunal Federal), deveria julgar se cabe aplicar ou não a regra do "marco temporal" sobre 303 demarcações, adiou o julgamento para setembro de 2021, em meio a uma intensa mobilização de povos indígenas de todo o país, mas logo foi suspenso após um pedido de vista. Agora, o caso foi novamente incluído no calendário da Corte e será retomado pelo plenário no dia 23 de junho 2022.
É imperiosa necessidade de garantir mais segurança aos povos indígenas e fazer valer o direito constitucional dos povos indígenas declarando inconstitucional a tese do marco temporal, que tanto já prejudicou os povos originários.
A Constituição de 1988, reconhece direito dos povos indígenas sobre as terras que habitam, pois eles já estavam lá antes da chegada dos colonizadores e da fundação do Estado
O Conselho Indigenista Missionário, vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em um comunicado ressalta que, em caso de disputa, se o Governo não atuar para “mediar ou garantir os direitos, quem vai sempre levar a pior sãos os povo indígena”.
O relatório da ONU que alerta sobre a velocidade com que as espécies estão se extinguindo (uma de cada oito está ameaçada) assinala que essa destruição da natureza é 11 VEZES mais lenta nas terras onde vivem os povos indígenas do que no resto do planeta. Mas também destaca a crescente ameaça que ronda essas comunidades na forma de expansão da agricultura, urbanização, mineração, novas infraestruturas.
O Brasil, abriga a maior parte da Amazônia legal e o ecossistema mais rico do mundo, fundamental para efeitos positivos do clima que afetam mundo todo, sendo a Amazônia legal a maior floresta tropical e o ecossistema mais rico do planeta, mas justamente ai que também há a maioria dos registros de assassinatos de líderes indígenas e ativistas ambientalistas.
Não basta praticar o nudismo como lazer, para viver o estilo de vida naturista é necessário incorporar seus os valores.
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